quarta-feira, 25 de maio de 2011

Oferta de Cursos de Verão de Tradução pelo Centro de Estudos Anglísticos

Pois é, ainda não acabámos este... e já estou a tentar meter-vos noutro(s).

Gostaria de apelar à particiapção e / ou divulgação dos cursos de Verão oferecidos a partir do último dia de Maio pelo Centro de Estudos Anglísticos. Alguns cursos estão especialmente vocacionados para a formação de tradutores. Além do workshop de tradução de poesia que irei orientar, em colaboração com um programa literário internacional que trará alunos americanos de escrita criativa à FLUL bem como o poeta Frank Gaspar (http://www.dzancbooks.org/storage/ilp/index.html), teremos grandes professoras e profissionais reconhecidas no mercado a leccionarem Inglês para Medicina e Inglês Jurídico. Os cursos são creditados e dão direito a certificado. Há também um aliciante workshop de escrita criativa, uma formação inovadora em Narrativa e Medicina, um curso de Inglês Académico (eu já tirei e recomendo!), outro para os gestores e produtores das artes e um curso de História da Língua Inglesa para actuais ou futuros professores... Tudo em http://englishsummercourses.yolasite.com/
 

domingo, 15 de maio de 2011

Para dissipar dúvidas... e outros esclarecimentos

Estimado(a)s aluno(a)s,
depois de ter abordado a nossa especialista Prof. Alexandra Assis Rosa com algumas dúvidas que me surgiram em aula, e a vós também. Venho esclarecer que os caracteres são contados COM espaços. Peço desculpa pela confusão gerada, dando-se o caso de o programa de legendagem que recebe o tradutor já vir pré-definido para não se perder tempo a proceder a essa contagem. Para fins de exercício, no entanto, ela tem de ser feita...
Sobre a segmentação de legendage em sintagmas S / VO ou SV /O, como vos disse o melhor é tentar não separar qualquer deles, mas costuma ser mais frequente partir o primeiro visto normalmente deixar mais espaço preenchido na segunda linha.
Sobre o tipo de letra usado em legendagem, normalmente não há referência a este nos parâmetros enviados pelos clientes, embora haja estudos em curso sobre o tipo de letra mais legível.
Slides seleccionados das duas aulas da Professora Alexandra Assis Rosa (de 5 e 17 de Maio) serão disponibilizados a partir de amanhã na reprografia verde. Entretanto, aqui ficam os da aula de 12 de Maio

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Nova citação para comentar (preparação para 2º teste)

"A Tradução Audio-Visual é aquela onde mais depressa se encara o desafio da passagem de uma push-technology para uma pull-technology"
- Josélia Neves

Powerpoint da aula sobre Tradução Audiovisual (5 de Maio)

Olá, a professora Alexandra Assis Rosa enviou-me uma selecção dos slides apresentados na aula de 5 de Maio. No entanto, a qualidade dos mesmos não me permite transferi-los para imagem e publicá-los aqui, pelo que foram postos na plataforma moodle em http://elearning.ul.pt/mod/forum/discuss.php?d=3104

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Legendagem - próxima aula e Mrs Doubtfire

Olá,
já está no moodle o template de legendagem de Mrs Doubtfire, e podem fazer o dowload aqui

A próxima aula, dia 10 de Maio, aproveitará a conferência da Prof. Josélia Neves. Assim, esta inicia-se às 10h00 na disciplina de Teoria de Tradução da Prof. Teresa Seruya e estende-se até às 13h00 no anfiteatro III. Seguidamente, iremos para o anfiteatro IV continuar os trabalhos com a Prof. Alexandra Assis Rosa.

terça-feira, 26 de abril de 2011

aula de 5/05: guião de leitura de Rosa, "Questões em Tradução Audiovisual"; 2009

1. Quais as diferenças fundamentais, ao nível da apresentação de TP e TC, entre legendagem, dobragem, sonorização e narração?

2. Qual a quantidade, em média, de linhas, caracteres, e tempo de exposição de uma legenda?

3. Em que casos pode a legendagem servir a tradução intralinguística?

4. Para que serve o "time code"?

5. Comente as principais alterações nas etapas de tradução audiovisual, que vieram a ocorrer com a difusão de novos suportes e tecnologias.

6. Quais as estratégias usadas para a condensação em legendagem e porque é esta necessária?

7. Considera que um tradutor audiovisual é um tradutor técnico? Justifique.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Citação para comentar durante período de Páscoa


"although the process of translating obviously always precedes its product ... in time, it turns out that from the semiotic point of view, the (potential) product, and especially its (prospective) position and functions in the target system, should be assigned precedence over the process."


In: Toury, Gideon. 2010. “Translation: a Cultural-Semiotic Perspective” in: Sebeok, Thomas A. et al. (Eds.), Encyclopedic Dictionary of Semiotics, Berlin/New York/Amsterdam:Mouton de Gruyter. 1136.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Criação de páginas traduzidas da wikipedia

Aqui podem deixar, na caixa de comentários, os links para as páginas que forem criando. Esqueci de dizer em aula que convém criarem uma conta, para poderem ser identificados com um nome próximo do vosso e o trabalho contar para avaliação: http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Especial:Entrar&returnto=Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal
No portal comunitário, podem fazer um pedido de tradução, http://pt.wikipedia.org/wiki/Ajuda:Guia_de_tradu%C3%A7%C3%A3o#Tradu.C3.A7.C3.A3o_de_artigos

Aqui têm o guia de como traduzir: http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:Tradu%C3%A7%C3%A3o/Traduzindo

Aqui o livro de estilo (onde, por exemplo, se recomenda que os títulos das entradas só tenham maiúscula na primeira palavra): http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:Livro_de_estilo

e aqui alguns conselhos úteis sobre Tradução: http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:Tradu%C3%A7%C3%A3o

Mais a página criada pela professora: Comunicação mediada por computador

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Tradução num mundo digital (trabalho adapatado de Rui Costa, Ricardo Boavista, Yona Silva e Marta Ferreira)


A comunicação mediada por computador (CMC) é a informação que liga dois indivíduos através da transmissão de dados em rede de computadores. Estes dados podem classificar-se em 3 grupos de textos: textos de referência (informação em html, transmitida em websites), textos de comunicação (emails) e textos interactivos (chats) Os dados de comunicação mediada por computador também podem ser classificados em termos de assíncrono (por exemplo: Web e email) e síncrono (chat)..
A localização Web é, de acordo com O’Hagen e Ashworth (2002), uma das áreas de maior crescimento no sector da tradução. Trata-se do processo de recriação de um Web site numa língua diferente. Originalmente o termo era utilizado no contexto da criação de versões regionais de um software para computador. Os suportes digitais vieram introduzir novas possibilidades à tradução. É de salientar o papel da memória de tradução (MT) e a tradução automática (TA), sendo ambas tecnologias desenvolvidas especificamente como uma forma de ajudar na realização de traduções em suporte digital. A memória de tradução (MT) é uma tecnologia que se revelou útil para processar mensagens verbais que requerem actualizações frequentes (Por exemplo: Grandes manuais de aeronáutica e equipamento pesado). Ao comparar um texto novo com a sua versão anterior o programa separa os elementos textuais que devem ficar intactos e os que devem ser actualizados, permitindo assim a reutilização do conteúdo que se manteve igual e a substituição do conteúdo que sofreu uma actualização. Por sua vez, a tradução automática (TA) é uma tecnologia que permite aos utilizadores acederem a uma tradução de máquina, ainda que esta só venha a obter algum grau de fidedignidade quando os conteúdos foram previamente editados (pré-edição), obedecendo a construções linguísticas controladas.
Tradução e interpretação estarão cada vez mais interligadas no futuro devido à multimodalidade inerente à internet, e ao crescimento exponencial da comunicação síncrona. O teletradutor beneficiará de ferramentas digitalmente desenvolvidas, tais como dicionários em CD-ROM, as memórias de tradução já aludidas, bases terminológicas e vários tipos de programas de processamento de texto e editoral electrónica (DTP – desktop publishing).
Glossário
3G (3rd generation mobile telecommunications): tecnologia de rede móvel capaz de efectuar transmissões em banda larga. Esta tecnologia permite ao seu utilizador aceder à Internet em qualquer lugar onde tenha acesso à rede e muitos afirmam que esta tecnologia contribuiu bastante para o nascimento da era da Internet portátil. É bastante relevante para a actividade do tradutor/intérprete pois esta tecnologia permite o envio de vários conteúdos digitais, incluindo comunicação de voz e videoconferência, criando possivelmente a necessidade de interpretação remota, algo exigido pela distribuição geográfica das partes, e algo possível graças à extrema portabilidade dos aparelhos equipados com esta tecnologia.

McEnglish – inglês com propriedades estilísticas e sintácticas extremamente simplificadas, léxico reduzido e extensões gráficas e icónicas, derivadas principalmente da variedade americana.

Motor de busca: Um motor de busca é um programa de software que permite a busca de informação na World Wide Web ou em servidores FTP. De acordo com Araújo (2005) a forma como o tradutor usa esta ferramenta pode ser considerada como um estratégia tradutora, pois o motor de busca permite ao tradutor pesquisar se o uso que deu a uma determinada unidade está correcto, assim como pesquisar o uso de alguns aspectos lexicais e sintácticos.
VOIP – Voice Over Internet Protocol – transmissão de voz via Internet, permitindo comunicação interpessoal e entre múltiplos actores.

Tradução de anúncio de Mubarak para Correio da Manhã (trabalho de Marcos e Freddy)

 Como Texto de Partida os colegas escolheram uma notícia do jornal TIMES, o qual será divulgado amanhã, mas entretanto podem comentar acerca dessa escolha (em que medida as características do Times correspondem às do Correio da Manhã) bem como acerca de opções que, para já, vos pareçam dignas de nota.


quinta-feira, 24 de março de 2011

Aula de 07/04: Tradução num Mundo Digital

Guião 1, primeira parte (Rui Costa e Ricardo Boavista):

1. O que é a localização web?

2. Que novas possibilidades oferecem à tradução os suportes digitais?

3. Comente a frase: “language continues to be a principal obstacle to full globalization”

4. Escolha três termos do glossário oferecido pelos autores, investigue um pouco mais sobre eles, e especule sobre as suas implicações para a actividade de tradução.
 

Guião 2, segunda parte (Yona Silva e Marta Ferreira)


1. Defina o que é o modo CMC e McEnglish:

2. Procure explicar sucintamente as alterações de paradigma previstas no quadro 9.1., ou expresse as suas dividas relativamente às que não percebe.

3. Por que razão se prevê, no futuro digital da tradução para os média, uma crescente mistura dos conceitos de tradução e interpretação?

4. Em que é que o trabalho de um teletradutor difere do de um “tradutor da velha escola”?

terça-feira, 22 de março de 2011

Tradução e Jornalismo (Susan Bassnett 2009)


A transmissão internacional de notícias é um fenómeno em que a globalização se torna dependente da tradução, mas onde paradoxalmente esta é muitas vezes submersa pela rápida circulação global.
A tradução é inseparável da prática jornalística, sobretudo ao nível das agências noticiosas
, as quais desenvolveram redes globais que lhes permitem recolher e distribuir informação para todo o mundo de forma rápida e eficaz. Fazem-no, por um lado, através de jornalistas globais, ou correspondentes internacionais, geralmente destacados para postos no estrangeiro por períodos de cerca de comcp anos. Representando a sua sede nacional, estes jornalistas produzem notícias sobre o país em que estão destacados para a língua doméstica de onde provêem, podendo também traduzir notícias de outras fontes noticiosas para a agência que os emprega. Os jornalistas locais, por outro lado, são contratados pelos escritórios e departamentos que as agências mantêm nos diferentes continentes, não estando directamente ligados à sede da agência, escrevem notícias na sua língua materna e traduzem-nas de outras línguas tornando-as acessíveis ao mercado local. Esta estrutura dualista reduz consideravelmente a necessidade de traduções, pois assim as agências noticiosas conseguem minimizar o tempo de circulação de notícias mundialmente, em diferentes línguas e para mercados diferentes.
O trabalho de um correspondente internacional corresponde muitas vezes a uma fórmula instrumental e calculista, equando o correspondente não está familiarizado com a língua e/ou com a cultura do país para a qual foi destacado, a produção de notícias reduz-se à passagem de
informação, sobretudo daquela que se possa obter de falantes de “inglês internacional”, sem que se tenha em conta os sentidos e significados culturais.
O que faz com que a tradução noticiosa seja diferente de outros tipos de tradução? O principal objectivo dos tradutores de notícias é transmitir informação
, sendo que a linguagem utilizada deve ser sempre clara e directa pois traduzem para um público vasto. Por outro lado, traduzem para um contexto geográfico, temporal e cultural específico e trabalham com limitações de espaço e de tempo. Fazem também, geralmente, retroversões e revisões.
Dentro deste contexto, Karen Stetting propôs o conceito de transedição, considerando a transformação das fontes operada por qualquer texto de chegada em jornalismo. Na verdade, o processo de adaptação das notícias ao contexto sócio-cultural no qual serão veiculadas não é muito diferente do processo de edição através do qual as notícias são verificadas, corrigidas e até mesmo modificadas de modo a que fiquem prontas para publicação. Para o jornalista, traduzir e editar geralmente fazem parte do mesmo processo, sendo que a tradução de notícias não tem, de todo, que manter a essência existente no texto de partida, permitindo um papel intervencionista. A objectividade sobrepõe-se à fidelidade, ao contrário da tradução literária, ou seja, o tradutor tem como objectivo principal fornecer informação sobre determinado acontecimento de forma clara e concisa podendo, desta forma, separar-se do(s) texto(s) de partida, recorrer a textos intermediários e fazer as alterações que achar necessárias ao texto de chegada.
A intervenção operada pela tradução e edição em textos noticiosos é passível de ser analisada em termos das mudanças mais frequentes:
- mudança de título e subtítulo
para uma maior compreensão por parte do público-alvo, ou segundo os requisitos de uma determinada publicação
- informação suplementar relativa a contexto cultural
que seja desconhecido do público-alvo
- eliminação de informação considerada desnecessária ou redundante para determinado público-alvo
mudança da ordem dos parágrafos
de acordo com pressupostos de relevância num novo contexto ou publicação
- condensação
Estas mudanças associam-se, portanto, a critérios de relevância e grau de conhecimento contextual anterior por parte do público-alvo. 
As alterações que podem ser efectuadas durante a tradução criam um novo texto destinado a funcionar como notícia para um público diferente, com uma língua diferente, pelo que no campo da tradução noticiosa não existe um dever de preservar a essência do texto original, nem de o traduzir nos mesmos moldes do original.
A equivalência ou sentido equivalente aplica-se nas traduções de textos culturais; no caso das notícias que são consideradas textos práticos este critério não se aplica porque são sempre susceptíveis de serem alteradas. O texto muda segundo uma alteração de ponto de vista que tolhe este conceito de equivalência
Cada género possui um modo específico de ser traduzido. Os textos jornalísticos podem ser divididos em textos de género informativo (as informações noticiosas, que contêm descrições factuais de acontecimentos), género interpretativo (as reportagens, nas quais a informação é seleccionada, interpretada e narrada pelo jornalista) e género argumentativo (os artigos de opinião nos quais o estilo pessoal do autor prevalece). Os textos de género informativo, nos quais o estilo pessoal do autor é reduzido ao mínimo, permitem ao tradutor uma maior intervenção e alteração do texto original; em contraste, os textos de género argumentativo não dão ao tradutor muito espaço para fazer alterações, pois este deve ser o mais fiel possível ao texto de partida, mantendo o estilo pessoal do autor. A tradução do género argumentativo é a que mais se aproxima da tradução literária.
A construção de textos noticiosos rege-se normalmente pelo “método da pirâmide invertida”, obedecendo a princípios de rapidez e hierarquia, ou seja, os elementos da notícia devem ser escritos em ordem decrescente de importância para que a informação crucial venha primeiro e seja desenvolvida nos parágrafos seguintes com adição de informação secundária.
A pirâmide invertida permite que a notícia seja dividida em bocados que podem funcionar independentemente para que se possa facilmente alterar a sua ordem conforme o objectivo que se quer atingir.
O papel da tradução na produção de notícias é invisível, não só por causa da necessidade de adoptar uma estratégia que valorize a fluidez e esconda a sua intervenção, mas também devido ao facto da tradução ter sido integrada no jornalismo.
Trabalho por: Filipa Farrolas, Jorge Figueiredo, Mafalda Florência e Nuno Silvério

segunda-feira, 21 de março de 2011

Para fazer um comentário (comparação do anúncio Seiko com tradução de Ana Viegas

No quadro, encontram exemplos dos vários parâmetros de análise para fazerem um comentário de comparação entre texto de partida e texto traduzido:
- a preto, elementos / características (no caso, textuais, mas podiam também ser contextuais)
- a azul claro, estratégias, que também se podem conjugar com universais / tendências deformantes
- a verde, comentário com base no conhecimento da língua/cultura de chegada
- a vermelho, problemas que transparecem no texto de chegada
- a azul escuro, erros
Pensando nestes vários pontos de abordagem, referindo exemplos concretos, convido-vos mais uma vez, a fazer, a partir das diferentes versões do anúncio Seiko, um tipo de exercício que vai sair no teste, i. e. comentar as diferenças entre TP e TC.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Para comentar, tradução do anúncio "The Age of Discovery" da Seiko (por Ana Viegas)


A ERA DAS DESCOBERTAS

A Seiko relembra as façanhas eternas

Gigantescos monstros marinhos. Semana após semana em alto mar sem avistar terra. E o medo constante de navegar por onde o mar se acaba. Um breve exemplo das dificuldades e receios que os navegadores de séculos passados enfrentaram.
Hoje, a Seiko celebra a coragem destes navegadores com o relógio de calendário perpétuo. Um atraente desenho cartográfico na face do relógio é complementado pela gravura de uma embarcação no verso. Mediante este inteligente CPU-IC, o calendário fornece as datas e os dias da semana de 1400 a 2499 a. C, um período de 1100 anos, de longe o maior espaço de tempo coberto por um relógio-calendário. Ao oferecer-lhe o passado, o presente e o futuro num único relógio, a tecnologia Seiko antevê uma nova e promissora era de exploração.
Viva de novo a Era das Descobertas e viae de encontro ao futuro, com Seiko.

SEIKO
Patrocinador Oficial de 2ª Edição dos Jogos Olímpicos
 

Universais de Tradução (powerpoint)




Normas de Tradução (powerpoint)

quarta-feira, 16 de março de 2011

Comparação anúncio "The Age of Discovery" / "La Era del Descubrimiento" (Baubeta 1995)

Actualmente, muitos são os países que aceitam publicidade de alta qualidade produzida noutro país, como é o caso da publicidade da Seiko, empresa japonesa que exportou para o mundo o tema “The Age of Discovery”, relembrando a Era das Descobertas.
Na análise dos subtítulos dos anúncios, Baubeta salienta o facto de a versão inglesa usar o artigo definido (“Seiko recalls the heroic deeds that live in perpetuity”), particularizando as acções heróicas, ao passo que a versão espanhola é menos específica e, ao omitir este artigo, não esclarece quais as acções que estão a ser relembradas. Também se verifica o uso da estratégia sintáctica de mudança do tipo de unidade nos seguintes excertos: “heroic deeds” é traduzido por “gestas”, sendo o complemento directo no texto espanhol realizado por um substantivo (em lugar do sintagma de modificador + nome) que transmite  acções heróicas e/ou conquistas épicas e está associado aos “cantares de gesta” medievais; e a oração relativa “that live in perpetuity” é traduzida pelo modificador “inmortales”, adjectivo que permite o uso de uma única linha como subtítulo, centrando-o.
Outra diferença é a preferência da língua inglesa pelo uso de frases passivas “Today, these people’s courage is celebrated”, e da língua espanhola pelo uso de frases activas “Hoy, Seiko celebra el coraje de aquellos navegantes”, estratégia sintáctica de mudança de estrutura oracional (a autora defende que se tivesse sido mantida a passiva, a marca Seiko teria desaparecido, pelo que a voz activa, além de topicalizar a marca, ainda a aproxima de “Hoy”, realçando a sua modernidade). Finalmente, a transposição (estratégia sintáctica), presente em “Sea monsters one hundred metres long”, cujo complemento adjectival é transposto para um adjectivo pronominal em “Colosales monstruos marinos”, reflecte uma estratégia semântica de hiperonímia (num estilo também hiperbólico) em detrimento da medida métrica.
O passo “By bringing you the past, present and future, in one watch, Seiko technology foretells a promising new era of exploitation” é traduzido por “Poniendo el pasado, el presente y el futuro en un reloj, la tecnología Seiko nos adelanta una nueva e prometedora época de exploración y descubrimientos”. Enquanto a versão inglesa usa a 2ª pessoa do singular – o consumidor, a versão espanhola prefere a 1ª pessoa do plural. Quanto ao uso de metáforas, ambas versões são bem sucedidas, porque, apesar de ser lógico não se poder colocar o passado, o presente e o futuro num relógio, estes tempos são dados pela gravura no verso, pela possibilidade de comprar, ou não, o relógio, e pelo desenvolvimento tecnológico que ainda está para vir. Ainda, no que concerne à tecnologia, a versão inglesa mostra a tecnologia Seiko como a tecnologia, enquanto na versão espanhola o artigo definido “la” individualiza e particulariza, função reforçada pelo adjectivo (pois, aqui, Seiko aparece como qualificador da tecnologia). Finalmente, verifica-se o uso de metonímia nas duas versões, em que o relógio representa a empresa com todas as suas pesquisas e avanços tecnológicos; aliás, a versão espanhola vai mais longe com a escolha do verbo “adelanta”, cujo significado se relaciona com “una nueva e prometedora época” e com “el futuro”, e com o acrescento de “Descubrimiento”, criando coesão com o título.
É de salientar o uso da forma de tratamento informal de 2ª pessoa – , que considero correcta, já que o povo espanhol prefere esta forma de tratamento em praticamente todas as circunstâncias e os verbos “vuelve” e “aventúrate” ainda pedem acção): é a glória do passado e os riscos e entusiasmo do futuro.
Ana Margarida Viegas 41216